sexta-feira, 24 de junho de 2016

Ana Celeste Farias da Silva, 37

Série: Mortalha
Título: Ana Celeste Farias da Silva, 37
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2016

Fonte: http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/mulher-se-envolve-em-briga-e-e-morta-pelo-marido-da-rival-no-dia-do-aniversario/?cHash=5f9d7b1628f1d95e8a0e7f60fd5def47

"Ana Celeste Farias da Silva, 37 anos, foi morta nesta quinta-feira (28) à noite, dia do seu aniversário, na Rua Siqueira Campos, no Barbalho, após se envolver em uma discussão com Jamile de Jesus da Silva. A vítima teria provocado a rival. Segundo informações da polícia, após a confusão, Jamile saiu para chamar o companheiro, e ele já chegou ao local atirando. Ana Celeste foi atingida na cabeça, no pescoço, nas costas e no ombro esquerdo. Ela ainda foi socorrida pela irmã para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Segundo um morador, três homens desceram de um carro branco e um deles atirou contra Celeste. "Ela não teve nem chance de defesa. Foi uma coisa horrível", contou. Ainda de acordo com ele, a vítima teve uma discussão antes do crime. "Foi uma briga muito feia com uma mulher, elas se xingaram bastante. Foi bem feio mesmo. Aí depois aconteceu essa tragédia", completou. Celeste era conhecida no bairro por vender rifas. Ela morava sozinha próximo ao Largo do Santo Antônio. Moradores e comerciantes do entorno ficaram assustadas com o crime. "Eu ouvi os tiros e fiquei assustada. Aí fechei as portas", disse a dona de uma lanchonete. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IML), onde será periciado. O caso será investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)."

Kelly Aparecida Vitalino, 33

Série: Mortalha
Título: Kelly Aparecida Vitalino, 33
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2016

"Uma mulher de 33 anos foi assassinada a tiros na noite desta quinta-feira (23) na rua Brasílio Machado, na Vila Marízia, região central de Londrina. Segundo a Polícia Militar (PM), a vítima foi identificada como Kelly Aparecida Vitalino. Pedestres ligaram para a PM depois de passar pelo local e ver a mulher caída. Quando os socorristas chegaram ao local, ela já estava morta. Testemunhas informaram que dois homens atiraram e fugiram a pé. A PM não soube informar se Kelly já tinha antecedentes criminais. A Polícia Civil vai investigar o caso."

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Denise Wyviane Lima, 27

Série: Mortalha
Título: Denise Wyviane Lima, 27
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2016



"Um homem foi condenado a 21 anos de prisão pela morte de sua ex-mulher em 2005, no município de Missão Velha, Região do Cariri, nesta terça-feira (8). Roberto Ítalo Dantas Milfont, de 26 anos, matou Denise Wyviane Lima, que estava com 27 anos, com 36 golpes de faca. O assassino teria aumentado o volume da televisão para cometer o crime e não ser percebido pelos vizinhos. O corpo da vítima, que era casada com Roberto há três meses, foi encontrado por seus familiares. Segundo o depoimento de algumas testemunhas, o homicídio foi motivado por ciúmes. Roberto chegou a ficar nove meses preso na Cadeia Pública do Crato, mas foi liberado por conta de um habeas corpus expedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O acusado recorreu da sentença e aguarda um novo pronunciamento da Justiça em liberdade. Na saída do Fórum de Missão Velha Roberto foi vaiado por amigos e familiares de Denise. Eles também exibiam cartazes com pedidos de justiça."

Ingrid Clemente de Oliveira, 23

Série: Mortalha
Título: Ingrid Clemente de Oliveira, 23
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2016   




"Ingrid Clemente de Oliveira, de 23 anos, foi morta pelo ex-companheiro Maurício Souza em Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo. A jovem foi morta em frente à filha, de apenas três anos, após dizer que queria terminar o namoro. Segundo familiares, antes da tragédia, Ingrid teria registrado boletins de ocorrência contra Maurício."

Priscila Franco Silva, 26

Raquel Stanick
Série: Mortalha
Título: Priscila Franco Silva, 26
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2016                                                                                                                                                                    
Fonte:http://www.em.com.br/app/noticia/nacional/2016/01/12/interna_nacional,724361/gravida-de-6-meses-moradora-de-campinas-e-estuprada-e-morta-na-bolivi.shtml                                                                                                                                                
"A comerciante Priscila Franco Silva, de 26 anos, moradora de Campinas, interior de São Paulo, foi violentada e morta na cidade boliviana de Puerto Quijarro, na fronteira com o Brasil. Ela estava grávida de seis meses e tinha viajado com um grupo de sacoleiras para comprar roupas - a cidade boliviana é vizinha de Corumbá, em Mato Grosso do Sul. O crime aconteceu no dia 8 e até esta terça-feira, 12, o corpo permanecia em Santa Cruz de La Sierra, à espera de providências da família. Sem recursos sequer para pagar a viagem de avião, o marido de Priscila, Thiago Henrique Batista Ferreira, de 29 anos, deve tomar um ônibus nesta quarta-feira, 13, com destino à Bolívia. Amigos e vizinhos do Jardim Bassoli, onde ela morava, lançaram uma campanha nas redes sociais na tentativa de conseguir dinheiro para o traslado do corpo. "Minha mulher era amiga dela e, além de estar grávida, a Priscila deixou dois filhos pequenos, de 4 e 6 anos. As crianças estão com a avó e ainda não sabem que a mãe está morta", contou Ivanil Silva. Segundo ele, a viagem de Thiago será feita com a passagem de ida e com pouco dinheiro. "Estamos tentando ajudar, pois o governo não está dando nenhum apoio material." Ivanil contou que Priscila costumava comprar roupas no Brás, em São Paulo, para revender no interior, mas foi convencida por uma amiga a se abastecer na cidade boliviana. "A amiga já tinha ido e disse que tudo lá era mais barato." Ele não acredita numa das hipóteses levantadas pela polícia boliviana, de possível envolvimento com o narcotráfico. "Ela não tinha nenhum perfil para isso, inclusive a mãe dela, dona Chiquinha, era muito conhecida no bairro e faleceu recentemente." Priscila foi encontrada num matagal, de bruços, com as mãos amarradas, e marcas de tortura. Os autores do crime levaram apenas dinheiro e documentos, deixando a bolsa de mão, mala e demais pertences com a vítima. A perícia concluiu que ela sofreu violência sexual e foi estrangulada. Havia ainda ferimentos e contusões nas costelas. O marido reconheceu a mulher pelas fotos, por meio de tatuagem de borboletas e do nome dele gravado nas costas. O coronel boliviano Hugo Justiniano Añez, comandante da Polícia de Fronteira, disse que Priscila deve ter sido morta em outro local e deixada no ponto em que foi avistada por um transeunte. Foi apurado que ela havia morrido 12 horas antes de o corpo ser encontrado, em local onde passam muitas pessoas. A polícia boliviana pediu às autoridades brasileiras informações sobre os antecedentes criminais de Priscila. O objetivo é confirmar ou descartar a hipótese de que ela tenha sido morta por narcotraficantes. Para o marido da brasileira, a hipótese não tem lógica. Ele disse que a mulher viajou com o dinheiro certo para comprar roupas e voltar a Campinas. O Itamaraty informou que o caso é acompanhado pelo consulado brasileiro em Santa Cruz de la Sierra e pelo vice-consulado de Puerto Suárez. Segundo o Itamaraty, o traslado do corpo deve ser providenciado pela família, já que a legislação não permite que o governo brasileiro assuma os custos."

Juliana Roberto Ferreira, 19

Raquel Stanick
Série: Mortalha
Título: Juliana Roberto Ferreira, 19
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2016   


"AMAZONAS – Após ficar desaparecida, a jovem Juliana Roberto Ferreira, de 19 anos, foi encontrada morta dentro do cemitério municipal de Codajás (distante 240 quilômetros da capital amazonense), no último final de semana. Segundo a polícia, o corpo da vítima estava com o rosto desfigurado e com sinais de violência sexual. Sem calcinha e usando apenas uma blusa verde, Juliana foi morta com crueldade. Segundo policiais militares do município, dois homens – ainda não identificados – são suspeitos de estuprar e depois matar a jovem à pancadas. Uma cruz de madeira de um dos túmulos foi arrancada e usada na agressão. Segundo familiares, a jovem saiu de casa na última quinta-feira e não retornou. Moradores de Codajás estão revoltados com a morte da jovem e pretendem fazer uma grande movimentação para protestar contra a insegurança na cidade. Eles pedem justiça e que o caso não seja mais um nas estatísticas da segurança pública. O caso está sendo investigado pela delegacia da cidade."

Ana Mendieta, 37

Raquel Stanick
Série: Mortalha
Título: Ana Mendieta, 37
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2016                                                                                                                                                                    

"Ana Mendieta (18 Novembro 1948 – 8 Setembro 1985) foi uma artista plástica que participou do movimento feminista de artistas dos anos 70 nos Estados Unidos. Antes deste período, as mulheres não tinham entrada no mundo da arte, tornando-se fundamental, para que pudessem produzir, que se organizassem e se manifestassem politicamente para cavar seu espaço dentro dos espaços de arte contemporânea e terem seus trabalhos vistos e reconhecidos. Para além disso, suas obras vieram para criticar a racionalidade das obras em destaque no momento, o Minimalismo, propondo trabalhos mais viscerais, que conduzissem a um olhar para o corpo. Este período não só transformou o olhar do meio artístico para as mulheres, como transformou radicalmente os rumos e possibilidades da arte contemporânea, inclusive aprofundando a pesquisa em torno da performance como linguagem expressiva.Mendieta nasceu em Havana, Cuba. Aos 12 anos ela e sua irmã Raquelin foram mandadas para os Estados Unidos por seus pais, que queriam protegê-las do regime de Fidel Castro, a partir de um programa colaborativo entre o governo americano e a igreja católica, chamado de Operação Peter Pan. As duas irmãs então viveram entre diversas instituições, orfanatos e casas em Iowa durante a adolescência.Ana estuda artes plásticas na Universidade de Iowa, onde inicia sua pesquisa. Sua obra transita entre questões de gênero, nacionalidade, raça, exílio etc.A artista demora a poder retornar a Cuba e então, estabelece seus trabalhos inicialmente nos próprios EUA e no México, só quando já tinha um trabalho mais desenvolvido que também viaja à Cuba e também desenvolve pesquisas em sua terra natal. Suas obras sempre buscam fugir do contexto urbano, buscando uma relação concreta entre corpo-meio junto à natureza e/ou a espaços rituais – como no caso das ruínas pré-hispânicas mexicanas.A maioria de seus trabalhos se constroem a partir de vivências corporais pelas quais a artista passa, ou seja, tratam-se de trabalhos de performance. Entretanto, poucos de seus trabalhos contaram com a presença real de um público, que pode acessar as experiências que ela vivenciou apenas através de fotografias ou vídeos. Dessa forma, as obras da artista sempre se apoderam de uma atmosfera de mistério, elaboram questões, suspensões e não respostas claras. Alem disso, dessa forma a artista tora explícito o não-lugar ou a outridade de sua condição como uma mulher cubana exilada, que nunca será Alguém, mas sempre o Outro de Alguém. Suas obras tornam visível a presença fantasmática do feminino e de um corpo mais próximo do ritual, mais distante da “civilização ocidental”. São presenças fantasmáticas, como sombra, como avesso perturbador do “lugar comum“ do homem ocidental e da arte minimalista. Ana Mendieta teve uma morte trágica e polêmica. Morreu aos 37 anos. Seu corpo caiu da janela do 34o andar de seu apartamento. Todas as evidências indicam que Ana foi assassinada por seu marido Carl Andre, que a teria empurrado da janela apos uma discussão. Não ouve testemunha visual, entretanto, ouviram a artista gritando Não diversas vezes logo antes de sua queda, alem de haverem marcas de unha recém feitas nos braços de Carl Andre e dos depoimentos do artista serem diferentes nos dias distintos em que foi entrevistado pela policia. Protegido, entretanto, pela comunidade artística, ele foi absolvido e o inquérito policial decidiu concluir que Ana havia se suicidado. Inconformadas, as artistas feministas da época mantiveram protestos por um bom tempo, chegando a invadir a abertura de uma exposição no Guggenheim onde havia uma obra de Carl André, aos gritos de “Onde está Ana Mendieta?”. Ao chegarem diante da obra dele, as mulheres jogaram sobre ela diversas imagens de Ana. Pode-se Ver um pouco mais sobre a história da artista e desse movimento dos anos 70 nos EUA no documentário !Woman Art Revolution, de Lynn Hershman Leeson, que estreou em 2011."